Relembrando Maria Nilde, exemplo de luta

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12.6.2007 - 18:17 Diógenes Gobbo - diogenes@liberal.com.br   

O Conselho Permanente da 2ª Auditoria de Guerra da Justiça Militar em São Paulo, absolvia, no dia 6 de junho de 1977, a ex-coordenadora do Ensino Vocacional do Estado de São Paulo, Maria Nilde Mascelani, a jornalista Dermi Azevedo e a secretária Darcy Andória Azevedo. Maria Nilde foi a implantadora do Ginásio Vocacional de Americana (1962) e presa em 1974 na vigência do AI-5. Ela era acusada de haver redigido relatório considerado subversivo pelo regime, sobre o ensino de Educação Moral e Cívica obrigatório no Brasil a partir de 1971. O documento fora encomendado pelo Conselho Mundial de Igrejas com sede na Suiça.

Na prisão, Maria Nilde foi torturada. A Auditoria de Guerra Abolveu a a educadora, mas considerou subversivo o documento por ela elaborado. Maria Nilde teve o direito de voltar a lecionar em São Paulo por ato do governador Franco Montoro, em 1984, e graças a trabalho desenvolvido polo deputado Vanderlei Macris junto à Assembléia Legislativa.

A foto acima é da capa da revista "Visão", com publicação de fevereiro de 1970, intitulado Vocacional - Renovação ou Subverão?.

A transcrição da reportagem pelo LIBERAL, contrariando determinação da unidade militar de Campinas (5º G.Can) causou a detenção do redator Diógenes Gobbo para explicações.

Maria Nilde morreu em dezembro de 1999. Seu nome foi dado ao Ciep do bairro Jaguari, pelo prefeito Erich Hetzl Júnior.

Palestras :
A História da Educação no Brasil
O Ensino Vocacional

Palestras proferidas na Unesp de Rio Claro, em 1990